Brasília lidera casos de bullying nas escolas

Uma pesquisa do IBGE revela que Brasília é a cidade com mais casos de bullying no país.A maioria dos casos de agressão e humilhações,aconteceu em escolas particulares.









Perfil do agressor e da vítima

De acordo com o pediatra Aramis Antonio Lopes Neto, autor do livro Diga Não ao Bullying, editado pela Abrapia, tanto meninos quanto meninas praticam e são alvos do bullying. Geralmente, eles partem para a violência física e ameaças enquanto elas se encarregam da difamação, informa.
Entre os principais agressores estão jovens de 6 a 14 anos, autoconfiantes, populares, agressivos com os pais e os professores, impulsivos e que sentem prazer em dominar e ver o outro sofrer. Geralmente provocam com ofensas, apelidos maldosos, chutes, empurrões, quebra ou roubo de pertences.
Devido às agressões, as vítimas passam a demonstrar insegurança e problemas emocionais e psicológicos, como depressão, baixa autoestima, medo de ir à escola e bulimia. Outros sinais que os pais devem observar é a queda no rendimento escolar, alteração no sono, irritabilidade, vômito sem causa aparente e a invenção de dores para faltar ao colégio. Alguns adolescentes chegam a ter intenções suicidas.

O papel da escola

Não existe escola sem bullying. A instituição que diz isso desconhece o assunto ou se nega a enfrentá-lo, afirma o pediatra Lauro Monteiro. A orientadora educacional Sônia Gomes Teixeira, do Centro Educacional Miraflores, do Rio de Janeiro, diz que os funcionários devem ser treinados para identificar o bullying e intervir imediatamente, com o auxilio da pedagoga. É preciso fazer constantemente campanhas de conscientização e palestras alertando sobre o problema, além de trabalhos que promovam a solidariedade, a tolerância e o respeito às diferenças sociais