Área da Educação é a que mais emprega pessoas com deficiência físicas

Dados do Ministério do Trabalho e da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) mostram que a área da educação é a que mais emprega deficientes no Estado de São Paulo. Cerca de 17.407 pessoas com deficiência, o que representa 15,5% dos profissionais no mercado, trabalham neste setor.
Lunamara Battistella, secretária de Estado dos Diretos das Pessoas com Deficiência, órgão resposnável pelo levamtamento, afirma que o setor educacional lidera esse ranking porque contém "ao menos duas situações relevantes" - uma delas é a aceitação mais fácil de um pofessor de cadeira de rodas, por exemplo, na sala de aula. O outro fator é que a área tem muitas vagas para profissionais com baixa qualificação, “como serventes”.
O segundo maior empregador é o comércio varejista. São 9.494 trabalhadores (8,5% do público). Atrás da área da educação e do comércio varejista estão a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias e atividades de atenção à saúde humana, com 6,8% e 4,4%, respectivamente. Os dados do ministério mostram que o número de pessoas com deficiência no mercado de trabalho cresceu 154 vezes em São Paulo – de 601, em 2001, para 92.662 em 2008.
Uma das explicações para o crescimento expressivo é a criação da Lei de Cotas que estabelece um percentual mínimo de pessoas com deficiência (entre 2 e 5%) nas empresas com mais de cem funcionários. Em 2008, também foi criado o um programa para pormover a inclusão no mercado de trabalho, o Programa de Empregabilidade da Pessoa com Deficiência, pela secretaria em parceria com a Serasa Experian.

Brasília lidera casos de bullying nas escolas

Uma pesquisa do IBGE revela que Brasília é a cidade com mais casos de bullying no país.A maioria dos casos de agressão e humilhações,aconteceu em escolas particulares.









Perfil do agressor e da vítima

De acordo com o pediatra Aramis Antonio Lopes Neto, autor do livro Diga Não ao Bullying, editado pela Abrapia, tanto meninos quanto meninas praticam e são alvos do bullying. Geralmente, eles partem para a violência física e ameaças enquanto elas se encarregam da difamação, informa.
Entre os principais agressores estão jovens de 6 a 14 anos, autoconfiantes, populares, agressivos com os pais e os professores, impulsivos e que sentem prazer em dominar e ver o outro sofrer. Geralmente provocam com ofensas, apelidos maldosos, chutes, empurrões, quebra ou roubo de pertences.
Devido às agressões, as vítimas passam a demonstrar insegurança e problemas emocionais e psicológicos, como depressão, baixa autoestima, medo de ir à escola e bulimia. Outros sinais que os pais devem observar é a queda no rendimento escolar, alteração no sono, irritabilidade, vômito sem causa aparente e a invenção de dores para faltar ao colégio. Alguns adolescentes chegam a ter intenções suicidas.

O papel da escola

Não existe escola sem bullying. A instituição que diz isso desconhece o assunto ou se nega a enfrentá-lo, afirma o pediatra Lauro Monteiro. A orientadora educacional Sônia Gomes Teixeira, do Centro Educacional Miraflores, do Rio de Janeiro, diz que os funcionários devem ser treinados para identificar o bullying e intervir imediatamente, com o auxilio da pedagoga. É preciso fazer constantemente campanhas de conscientização e palestras alertando sobre o problema, além de trabalhos que promovam a solidariedade, a tolerância e o respeito às diferenças sociais