Lei matemática explica força de furacões

A força dos furacões segue uma simples lei da matemática, uma descoberta que poderá ajudar a prever como eles reagirão às mudanças climáticas, revelaram cientistas na revista New Scientist .
Álvaro Corral, do Centro de Pesquisas Matemáticas em Barcelona, na Espanha, e sua equipe investigaram registros de furacões de quatro bacias oceânicas (áreas extensas e profundas com relevo relativamente plano) ao redor do mundo entre 1966 e 2007.





Para cada furacão conhecido, eles calcularam quanta energia liberavam, baseados na velocidade dos ventos e em quanto tempo os furacões duravam.
 Independentemente da região, os pesquisadores descobriram que a proporção entre furacões fortes e mais raros e os mais fracos e mais frequentes era sempre a mesma, não importava onde ele ocorresse. Apenas os furacões mais fracos e os mais fortes não se enquadravam no padrão, chamada lei de potência.
A equipe também estudou o efeito da temperatura da superfície do mar sobre os furacões. A proporção entre os furacões fracos e os fortes em cada ano era parecida se o ano era quente ou frio. Mas a maioria dos furacões mais poderosos aconteciam em anos quentes.
Eles também observaram o mesmo efeito em anos afetados pelo fenômeno climático El Niño.
Há anos que existe uma polêmica sobre se as mudanças climáticas vão aumentar a intensidade dos furacões. Corral diz que os resultados sugerem que, à medida que as temperaturas aumentam para níveis nunca experimentados antes, haverá uma maior incidência de furacões mais fortes.
Mas ele explica que ainda é difícil afirmar isso com 100% de certeza.
- Ainda não sabemos o que vai acontecer se as temperaturas ficarem ainda maiores do que as que tivemos.

Equação matemática pode explicar famoso gol de jogador brasileiro

O famoso gol de Roberto Carlos é visto por muitos como um dos gols mais incríveis da história do Futebol. Foi marcado no ano de 1997, durante um amistoso contra a seleção da França, em Paris. Após o chute de Roberto Carlos a bola seguiu uma trajetória inusitada, isso tendo em vista o tamanho da curva que a mesma fez, o que acabou deixando o goleiro da seleção francesa, Fabian Barthez, totalmente sem reação.
Recentemente foi publicada uma matéria na revista científica New Journal of Physics, onde se é afirmado que aquele gol do brasileiro não foi um golpe de sorte; cientistas franceses estudaram a trajetória da bola e afirmam que a jogada pode ser repetida, desde que a bola seja chutada com muita força, com o efeito correto e, o mais importante, a uma grande distância do gol.
A jogada de Roberto Carlos foi definida por muitos como “gol impossível” ou, ainda, como o “gol que desafia a física”, porém os cientistas apresentaram a fórmula para tal gol através de cálculos matemáticos:


Em entrevista dada a BBC, o físico Christophe Clanet, da Ecole Polytechinique de Paris, disse que “nós mostramos que a trajetória natural de uma esfera quando ela gira é um espiral”. Clanet ainda disse que a trajetória da bola é em formato de caracol, com a curvatura aumentando à medida que a bola viaja no ar. Logo, como Roberto Carlos estava muito longe do gol, 35 metros, a trajetória em espiral ficou absurdamente visível.
Segundo os físicos, se a bola não encontrasse obstáculos pela frente, como à rede do gol, ela ainda faria mais curvas para a esquerda até entrar em espiral, isso caso não sofresse também a ação da gravidade. Nas simulações feitas os cientistas usaram tanques com água e algumas bolas plásticas com a mesma densidade da água, tudo isso para estudar somente a trajetória – isso através da eliminação da turbulência aérea dos efeitos da gravidade.
Segundo Christophe, “em um campo de futebol, às vezes nós vemos algo próximo a essa espiral ideal, mas a gravidade modifica um pouco as coisas”, porém, se “o chute for potente o suficiente, como o de Roberto Carlos, é possível minimizar o efeito da gravidade”.
Além de o fator mais importante, segundo o físico, ser á distância: “se a distância é pequena, você só vê a primeira parte da curva. Mas como a distância era grande no chute de Roberto Carlos, você vê a curvatura aumentando. Então você vê a trajetória completa”.