O ENEM deste ano exige do candidato caneta de tinta preta e veta o uso de lápis e relógios durante a prova

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano terá restrições mais rígidas durante a realização das provas, em 6 e 7 de novembro deste ano. Os estudantes poderão usar apenas caneta esferográfica preta. Lápis e relógio estão proibidos de entrar nas salas de exame por questões de segurança, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Outros itens que devem ficar fora das salas, segundo o instituto, são borracha, apontador, lapiseira, grafite, livros, manuais, impressos, anotações, máquinas calculadoras e agendas eletrônicas ou similares, telefones celulares, pagers, bip, walkman, gravador, mp3 ou similar, ou qualquer receptor ou transmissor de dados e mensagens.
Os estudantes deverão levar documento de identificação original e cartão de confirmação da inscrição, enviado pelo correio e disponibilizado na página de acompanhamento do inscrito.
Segundo o Inep, quem não apresentar o documento de identificação original será proibido de entrar na sala de provas. O mesmo ocorre com quem estiver com documento ilegível pelo mau estado de conservação.
"Considera-se como documento de identidade a cédula de identidade expedida por Secretarias de Segurança Pública, pelas Forças Armadas, Polícia Militar, Polícia Federal, a identidade expedida pelo Ministério das Relações Exteriores para estrangeiros, a identificação fornecida por ordens ou conselhos de classes que por lei valham como documento de identidade, a Carteira de Trabalho e Previdência Social, o Passaporte e a Carteira Nacional de Habilitação com fotografia (na forma da lei nº 9.503, de 1997)", afirma guia do Inep.
As provas ocorrerão das 13h às 17h30 de 6 de novembro, com questões de ciências humanas e suas tecnologias e ciências da natureza e suas tecnologias. No dia 7 de novembro, a prova será realizada das 13h às 18h30, com perguntas sobre linguagens, códigos e suas tecnologias, além de redação, e matemática e suas tecnologias.

Dificuldade em Matemática pode ser sinal de Discalculia

Na reta final do ano letivo, esse tipo de transtorno, de difícil diagnóstico, pode estar por trás do desempenho ruim do estudante na matemática - a má performance escolar, porém, pode ser influenciada por inúmeros fatores.
Para saber a dimensão atual da população brasileira atingida pela discalculia, o psicólogo Pedro Pinheiro Chagas, pesquisador do Laboratório de Neurologia do Desenvolvimento da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), coordena desde 2008 um estudo sobre a prevalência da disfunção no Brasil.
- Ainda existem poucas pesquisas sobre o tema no país, ao contrário do que ocorre com a dislexia (distúrbio relacionado à linguagem), área do conhecimento que já evoluiu bastante.
Para o cientista político Alexandre Barros, de 68 anos, que descobriu ser discalcúlico aos 55, a dislexia é mais conhecida e tratada porque as pessoas vivem de palavras. Segundo ele, "de certa maneira, é mais fácil esconder a dificuldade com números do que com a linguagem".
Especialistas concordam que o diagnóstico do distúrbio é muito complexo e que depende da avaliação de uma equipe multidisciplinar. Quézia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, explica que a discalculia é genética e acompanha o indivíduo durante toda a vida.
Segundo o neurologista Luiz Celso Pereira Vilanova, professor da Universidade Federal de São Paulo, é comum que a discalculia esteja associada a outros distúrbios, como a dislexia e o TDAH ( transtorno de déficit de atenção com hiperatividade).
- É mais raro ter apenas a dificuldade com os cálculos matemáticos. Estudos apontam a incidência de uma em cada 40 mil pessoas.
Fonte:R7